A primeira coisa que aprendi ao ser mãe é que ser mãe não é tarefa fácil. Ser mãe é para gente corajosa e capaz. De cada vez que penso nas noites mal dormidas, nas horas de choro em que vagueamos pela casa e em todas as vezes que tentamos fazer planos para logo de seguida perceber que não se iriam concretizar, o meu peito enche-se de orgulho por todas nós, porque, afinal, ainda estamos aqui e como somos capazes!
Ser mãe de dois desconfio que será o maior desafio da minha vida. Ainda hoje acho alguma graça aos comentários das pessoas quando passo na rua "ai meu Deus, gémeos!". São dezenas de comentários destes e a verdade é que não é para menos. Mas ser mãe de dois não é um desafio pela quantidade de fraldas mudadas, pela falta de tempo livre, ou ainda pelas noites mal dormidas. Ser mãe de dois é absolutamente difícil pela falta de disponibilidade para os dois ao mesmo tempo. É que, por mais super heroínas que possamos ser e por mais palhaçadas e pinos que façamos, há sempre uma altura em que ambos precisam do nosso colo e nele só cabe um de cada vez. Este é o outro lado da maternidade de gémeos, aquele com o qual ainda hoje me debato e que me custa a aceitar. Mas se há coisa que aprendi é que a maternidade tem de ser vivida um dia de cada vez. Ela feita para ser apreciada, quase degustada, e é, por isso, que funciona tão bem. Ser mãe é para gente corajosa, que não tem medo de sentir. É para gente capaz que não tem medo de tentar fazer melhor! Continuemos, portanto, a tentar.

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